quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Informação aos usuários deste site (Pausa nas publicações)

Saudações;
 
A todos usuários deste site (blog), 

Estou anunciando uma pausa nas postagens feitas neste espaço, fruto das circunstâncias actuais.
Torna-se cada vez mais complicado manter este tipo de projecto de internet, por razões óbvias de fontes de novas matérias e manutenção da própria plataforma.

Por outro lado, reflectindo sobre aquilo que foi feito aqui, modestamente reconheço que produziu-se muita informação boa, e também desenvolveram-se ideias bastante criativas, como por exemplo, os conteúdos aqui são diversos não têm a ver somente com a Geologia, em topografia desenvolvi ideias e resolvi problemas que muitos usuários comentaram dando um feedback positivo, o mesmo também fiz em desenho técnico e geometria, sem contar com alguns elementos de lógica matemática, astronomia e astrofísica, para citar apenas alguns.

Até aqui foram cerca de 700 postagens com temas diversos como já referenciado.

É preciso motivação para continuar a trabalhar em busca de qualidade, e não tenho muita neste momento, por isso estou me retirando por um tempo, como um descanso sabático. Estarei reduzindo as minhas actividades ligadas a internet devido a outras tarefas importantes que preciso fazer agora. Não tenho uma data prevista para voltar, mas também não estou dizendo que nunca voltarei, quando tiver algo realmente importante para partilhar e que seja claramente ligado a ciencias da Terra, eu postarei aqui, mas somente para o próximo ano 2014.

Desejo a todos usuários sucessos nos estudos e na sua vida como profissionais de ciencias da Terra. Um grande abraço.

Carlos Pimentel aos 19 de Dezembro de 2013.










quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

Sedimentologia - Tipos de forças actuantes sobre os grãos; Transporte e deposição por fluídos de baixa viscosidade


Tipos de forças actuantes sobre os grãos (sedimentos)

- Transporte e deposição por fluídos de baixa viscosidade

A força da gravidade é a variável física básica em todos os fenómenos de sedimentação. Trata-se de uma força de corpo, isto é, uma força que age sobre o volume ou a massa do sedimento e que depende da sua densidade.
As demais forças que actuam nos sedimentos agem mais sobre a sua área superficial do que sobre a sua massa ou volume.
Por esta razão são chamadas forças superficiais. Destacam-se entre elas a fricção resultante do atrito entre grãos, coesão resultante da atracção electrostática ou electroquímica superficial entre grãos, a força ascendente produzida por turbulência e as forças de acção e reacção na interface grão / fluído.
As principais forças actuantes sobre grãos livres em movimento são:
   a)    Força Peso (P = m*g) e a sua reacção
   b)    Força de coesão entre partículas
   c)    Força ascendente introduzida devido a turbulência gerada no fluído
   d)    O esforço tangencial exercido pelo fluído sobre o grão (vice-versa)
Nota: Como a intensidade da viscosidade e das forças de superfície dificultam o movimento autónomo do grão, oferecendo resistência a sua decantação, estas forças são também conhecidas como forças de resistência.  A diferença reside no modo como os dois tipos de forças actuam no sedimento. Com base nisto são reconhecidos dois tipos de transporte sedimentar mecânico:
1º  Transporte de grãos livres (em que os grão apresentam suficiente liberdade de movimento num fluxo pouco viscoso).
2º Transporte gravitacional ou fluxo denso (ocorre quando os grãos estão muito próximos uns dos outros).
Transporte e deposição por fluídos de baixa viscosidade
O transporte sedimentar ocorre sempre através de um meio fluído, parado ou em movimento, seja ele o ar a água ou uma massa viscosa, constituída pela mistura entre sedimentos em que intervém a água e o ar. O gelo também pode estar presente no meio e constituir um principal veículo de transporte sedimentar.
Do ponto de vista físico o transporte sedimentar resume-se a um estudo de forças actuantes no interior do fluído, tendo como critério a viscosidade.
A viscosidade  é uma propriedade física que determina o modo como as forças superficiais se manifestam. Assim como a densidade em relação as forças do corpo.
Sob esse ponto de vista os tipos de transporte sedimentar são classificados em: dois grandes grupos conforme a viscosidade seja baixa ou alta.
Fluxos de baixa viscosidade
Nos fluídos de baixa viscosidade estacionário, as forças do corpo e de superfície agem sobre cada grão individualmente.
Nos fluídos de baixa viscosidade em movimento as forças do corpo agem sobre o fluído fazendo-o se movimentar declive abaixo, o fluído repassa esta acção a cada grão sob a forma de esforço tangencial.
Assim, a característica essencial do transporte de grãos em meio pouco viscoso é que as forças agem de maneira individual. Com efeito a corrente pode provocar uma seleção dos grãos no espaço. Separando os grãos mais leves dos mais pesados.



Diagrama Hjustron-Sundborg

Este diagrama; apresenta as curvas de velocidade crítica de transporte e erosão.

* A curva de transporte inferior representa as velocidades necessárias para colocar em movimento grãos isolados de diferentes tamanhos.

* A curva intermédia representa as velocidades necessárias para erodir leitos friccionais (incoesivos), formados por grãos de diferentes tamanhos.

* A curva superior representa as velocidades necessárias para erodir leitos coesivos formados por grãos de diferentes tamanhos.

Conclusão do gráfico: Fixada a densidade e as demais variáveis, quanto mais grossa é a granulação de um leito sedimentar inconsolidado, maior é a velocidade mínima necessária para dar inicio ao movimento dos grãos. Esta velocidade chama-se velocidade crítica. Uma vez que a corrente colocou a partícula em movimento, diminuem drasticamente os efeitos de coesão e fricção sobre o grão. Nestas condições quanto menor é a granulação do material mais fácil é o seu transporte.

quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013

Informação Sobre Mudanças nos Conteúdos Publicados

Estimados leitores do blog "Geologia",

As mais calorosas saudações.

Em vista da necessidade sempre presente de se primar antes pela qualidade do que pela quantidade, no que concerne aos conteúdos aqui publicados. Reduzir-se-á a frequência de artigos de carácter meramente informativo, isto é, daremos prioridade a artigos científicos desenvolvidos quer pelos autores, do blog, quer obtidos de outras fontes na internet.

O objectivo, é claramente oferecer matéria um tanto nova e não apenas partilhar notícias já publicadas em outros sites, pois é perceptível que o acesso as notícias pode ser feito de forma livre e individual e não se carece de repetições.

Por sua vez, os benefícios esperam ser maiores pois, já existem alguns projetos em carteira ligados por exemplo: as ciências aplicadas, mecânica, e como não podia deixar de ser a própria geologia que é a temática principal deste site. Desta resolução a única dificuldade que se espera é a já referida diminuição da frequência das publicações.

Porém, recorde-se que já muita informação foi publicada aqui, e você pode fazer pesquisas sobre variados temas dentro deste site, por isso a frequência de postagens também não acaba criando dificuldades.

Agradeço a todos que usam esse espaço e têm tido o máximo proveito desde que o mesmo foi criado.
O desejo da criação deste espaço, continua e será sempre a divulgação de matérias que dizem respeito a ciências da Terra, e aproximar cada vez mais os aficionados desta área quer sejam estudantes ou até profissionais do ramo, embora o conteúdo aqui é essencialmente acadêmico.

Continuem, se aplicando a investigação científica, e desenvolvendo essa área que para mim, e sem dúvidas para muitos de vocês é uma grande paixão.

O criador do blog: Carlos Pimentel Data 12/12/2013.



terça-feira, 10 de Dezembro de 2013

Professor acha fóssil de peixe de 100 milhões de anos no Sertão do Piauí


Segundo paleontólogo da UFPI, a espécie encontrada se chama 'Vinctife'.
Fóssil foi visto na Chapada do Araripe, região que envolve o CE, PE e PI. 




Patrícia Andrade Do G1 PI, em Betânia do Piauí 





Fósseis de peixe do período Cretáceo foram encontrados no interior do Piauí (Foto: Patrícia Andrade/G1) 

Moradores de Betânia do Piauí, no sertão do estado, descobriram a existência de fósseis de um peixe que viveu na Terra há 100 milhões de anos, no período Cretáceo. De acordo com um paleontologista da Universidade Federal do Piauí (UFPI), trata-se da espécie Vinctifer.

O professor de história Amadeus José Rodrigues foi quem encontrou os fósseis. Seus alunos o alertaram sobre a possibilidade de existir pela região partes de espécies petrificadas após participarem de uma aula em que Rodrigues explicou a formação dos fósseis. 

"Dias após uma aula, alunos que moram próximo a essa região chegaram na escola relatando que teriam visto um material parecido com o que mostrei. Resolvi ir até lá e constatei que se tratava mesmo de fósseis, então guardei. Ainda não mostrei para nenhum especialista para saber qual o seu valor histórico”, relatou Rodrigues. 
Professor Amadeus José Rodrigues, que encontrou
os fósseis (Foto: Patrícia Andrade/G1) 
Paleontólogo da UFPI diz ter encontrado o mesmo
fóssil em outra cidade (Foto: Patrícia Andrade/G1) 

O G1 mostrou as imagens do material encontrado para o paleontólogo e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros. 

O especialista afirmou que os fósseis de Betânia do Piauí são da espécie Vinctifer. 

“Esse fóssil foi encontrado na região da Chapada do Araripe que abrange boa parte do Ceará, Norte do Pernambuco e um pouco do Leste do Piauí. Nela é comum encontrar fósseis de peixes e por isso é considerada uma das mais importantes áreas para a Paleontologia em nível mundial”, avaliou Juan Cisneros. 

O especialista disse ainda que há muita coisa a ser descoberta no Piauí neste campo científico, mas que isso não acontece com frequência porque a maior parte das pesquisas foca o estado do Ceará. 

Juan Cisneros esteve recentemente na cidade de Curral Novo, a 45 km de Betânia, e por lá também encontrou fósseis de peixe da mesma espécie, assim como caracóis e algumas plantas, todos do período Cretáceo. Todo o material foi levado para o campus da UFPI, em Teresina, e em breve fará parte do acervo do Museu de Arqueologia e Paleontologia, em fase de instalação. 

Foi também no extremo Sul do Piauí que o paleontólogo encontrou o fóssil de uma preguiça gigante que viveu no período popularmente conhecido como a Era do Gelo. O material foi descoberto na cidade de Corrente, a 874 km da capital. 

“É importante que o Piauí proteja este patrimônio e promova pesquisas na região, que é uma das mais importantes para a paleontologia”, destacou Cisneiros.

Cientistas canadenses detectam novo gás com efeito estufa


Gás 'PFTBA' é utilizado para fabricar equipamentos elétricos e eletrônicos.
Em 100 anos, ele terá impacto sobre o aquecimento climático. 


Da France Presse 


Um gás que provoca um efeito estufa altamente resistente foi detectado na atmosfera por cientistas da Universidade de Toronto, informaram pesquisadores nesta segunda-feira (9). 

O perfluorotributylamin (PFTBA) é um gás artificial utilizado, entre outras atividades, para a fabricação de equipamentos elétricos e eletrônicos, que segundo os pesquisadores canadenses tem, entre todos os gases presentes na atmosfera, os efeitos mais radioativos. 

O PFTBA não foi, até o momento, incluído na família dos gases de efeito estufa persistente, mas em um período de 100 anos terá um impacto sobre o aquecimento climático muito mais forte que o dióxido de carbono (CO2). 

Apenas uma molécula de PFTBA na atmosfera tem o mesmo efeito de 7.100 moléculas de CO2, destaca Cora Young, química da Universidade de Toronto. 

Além disso, o gás tem uma vida muito prolongada na baixa atmosfera antes de se dissipar nas camadas mais elevadas, e não se conhece qualquer agente capaz de eliminá-lo, destacam os autores do estudo. 

Publicado na Geophysical Research Letters, o trabalho afirma que o PFTBA se inscreve em uma nova classe de gases do efeito estufa, e pedem a realização de análises mais profundas para determinar seus efeitos reais sobre o clima.

Estudo aponta que Antártica registrou frio recorde de -93º C em 2010


Dados foram divulgados por cientistas da União Geofísica Americana.
Temperatura foi registrada em bolsões de ar aprisionado, no Leste antártico. 




Da Reuters 



O ar ártico que levou temperaturas congelantes ao leste dos Estados Unidos em dezembro é relativamente ameno em comparação com o recorde de -93º C medido na Antártica em agosto de 2010, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (10) pela União Geofísica Americana, localizada em São Francisco. 

Os cientistas fizeram a descoberta ao analisar 32 anos de temperaturas da superfície global registradas por satélites. Eles detectaram que um cume no leste da Antártica contém bolsões de ar aprisionado que chegaram a -93º C em 10 de agosto de 2010, disseram os estudiosos. 

O recorde de baixa anterior era de -89,2º C, registrado em 1983 na estação de pesquisa russa de Vostok, na Antártica Oriental, disse Ted Scambos, cientista chefe do Banco de Dados Nacional de Gelo e Neve dos EUA, no Colorado. 

"Nós tínhamos a suspeita de que este cume da Antártica era susceptível a ser extremamente frio, e mais frio do que Vostok, porque é mais alto", disse Scambos em comunicado. 

As temperaturas são cerca de 50 graus mais frias do que qualquer registro no Alasca ou na Sibéria. 
Imagem divulgada pela agência espacial americana mostra o continente antártico. Estudo detectou que a temperatura de -93º C foi registrada em 2010 (Foto: Nasa/Reuters) 

Você sabe o que é isso?







Esta é a imagem de alta definição de uma extraordinária corrente a jato no polo norte de Saturno tirada pela sonda Cassini. É um fenômeno extremamente interessante onde a corrente a jato apresenta uma estrutura hexagonal de aproximadamente 30.000 quilômetros de diâmetro que circula a uma velocidade de 322 quilômetros por hora. No centro do hexágono existe uma enorme tempestade. 
A Cassini fez filmes deste hexágono com alta definição, expostos nos sites da NASA. 
O hexágono foi visto pela primeira vez pela Voyager e é persistente através do ciclo de 29 anos de Saturno.
Segundo os geólogos e cientistas da NASA o hexágono de Saturno é devido a corrente de ar em um imenso furacão que continua por décadas. Essa corrente de ar apresenta a estrutura de hexágono talvez pela falta de obstáculos, dizem alguns cientistas.





Imagem da da NASA/JPL- -Caltech/SSI/Hampton University